sexta-feira, 4 de abril de 2014

04. Brinde

Era uma criança despreocupada. Alegria, para ela, podia ser dar com um brinde numa caixa da Happy Meal ou num ovo da Páscoa. Algo simples e tão certo como, por vezes, encontrar um cromo num pacote de batatas fritas ou umas quantas amostras de champô nas revistas do cabeleireiro da mãe.
Mas o tempo passou e, como algo tão certo, a menina cresceu. Até casou. Foi então que ela viu que, afinal, era por ela se preocupar e por nada ser, na verdade, tão certo quanto pensava que ali estava: a brindar o homem a quem queria dar toda a alegria. Toda - e que, por infinitamente o amar, nunca bastaria.

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