domingo, 2 de fevereiro de 2014

para que se reúnam de novo as partes.

talvez não se partam corações. talvez apenas se construam muros à volta deles e sejam esses muros que, posteriormente, magoam.

talvez se erga apenas uma parede no lugar onde antes havia uma porta aberta e seja o cimento que custa a digerir... o cimento, onde havia uma passagem para um Amor estendido horizonte fora, sabe-se lá até que infinito. é que o coração não digere coisas... apenas bombeia vida! daí a custar a ideia de digerir seja o que for. daí o confronto com uma parede magoar - essa necessidade de reduzir as vistas, de esquecer a porta que dava acesso a um sonho bonito: àquele, que se acreditava ser possível de realizar... a necessidade de virar as costas a uma vida que se queria sentir pulsar dentro de nós.

talvez seja tudo culpa das paredes; de se deixar de abrir uma porta que se costumava abrir, passar por ela e tocar o mundo do outro lado, sentirmo-nos unidos a ele... talvez seja isso que faz doer o coração.

independentemente de tudo, a verdade e o desafio reside aqui:

quebrou-se uma ligação, uma vez erguido o muro.
uma vez erguido o muro, não basta saltá-lo para que se reúnam de novo as partes. o muro continua lá.

tem de se destruir o muro. deitá-lo completamente abaixo.


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