quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

recado.

meu amor, onde quer que estejas: estou à espera que me entres pela janela.

sim, sim. tu. o tal.

podes levar isto na literal. ou lê-lo antes como quem diz janela do coração.

ou então... ou então deixa-me a tua morada. uma pista. e uma dose de coragem espontânea para me pôr eu a trepar paredes. a saltar muros. a vencer fronteiras.

ponho-me a pensar o quão será querido, um dia, quando te encontrar, quando me encontrares, quando nos encontrarmos um ao outro, um com o outro, leres isto. quão querido será veres que já te escrevia, mesmo sem te saber ainda os traços.

quão bom será veres que já acreditava.

vou sempre acreditar. até ao fim dos meus dias. até ao último suspiro. mesmo que nunca cheguemos a conhecer a nossa história.

não vou desistir. não vou desistir de ti, não vou desistir da possibilidade de um nós.

eu Acredito. e acredito que, se eu o faço, no meio de tantos milhões de pessoas, há uma baixa, muito baixa probabilidade de ninguém o fazer também.

o mais difícil será mesmo a busca. a prova de obstáculos. logo eu, que nem sempre me destaquei em Educação Física.

contudo, não é por ser difícil que não vale a pena. pelo contrário.

e tudo, tudo vale a pena quando a alma não é pequena. ou o Amor. o Amor que nem eu consigo imaginar que tamanho tem, de tão grande que será.

sim, eu Acredito.

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