abri a tua caixa. sim, também eu arranjei uma caixa para as tuas cartas, para as nossas coisas. não te cheguei a dizer.
hoje foi a primeira vez que abri a caixa desde há muito.
li tudo o que me escreveste. vi a alegria, a paixão, o amor, o carinho nas palavras. e também nos nossos olhares... nas fotografias. nas fotografias que tinha no quarto. com os sorrisos tão rasgados. tão brilhantes. tão sinceros.
meu antigo amor, foste muito importante. tão importante que, por vezes, ainda penso que te amo. ainda sinto. porque sempre que pondero na hipótese de voltar, por muito utópica e desatualizada que nos possa estar, uma parte de mim ainda diz que sim. contudo, não deveriam ser todas as partes de mim? todas elas a querer voltar? se calhar até são. mas eu tento convencê-las de que não.
estes são os males de acreditar no Amor. não só de acreditar, mas de o viver em cada célula de mim, em todas elas, sem faltar nenhuma. demoro a fazer os meus lutos. quando penso que já segui em frente, ainda não o fiz.
estou a caminhar no vazio. ainda estou a caminhar no vazio.
e tu... tu já encontraste a tua luz. não me disseste nada sobre isso, contudo eu reparei. reparei por pequenas pistas, fui juntando 1 + 1. sei que encontraste a tua luz. e, por um lado, ainda bem. fico mesmo feliz por ti! genuinamente feliz por ti.
por mim... é que nem por isso. por enquanto.
espero que seja só por enquanto.
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