"during your travels, it's important to always keep one thing in mind: when one thing ends, something else begins."
- do filme Love Happens.
é em dias que não foram tão difíceis assim que dá vontade de sentar no sofá, com uma mantinha e uma fatia de bolo a ver uma qualquer série ou filme lamechas que dê a mão à nostalgia ligeira que transportamos dentro.
é foleiro estar a escrever isto, mas é verdade. mulher solteira sabe o quão bem sabe chegar ao fim da noite e procurar algum conforto numa história bonita. seja porque nos leva às lágrimas e se libertam energias acumuladas, seja porque simplesmente nos deixa algumas lições, nos faz refletir ou nos entretém.
hoje foi um desses dias: um desses que não foram tão difíceis assim. em que só se contaram alguns solavancos, mas que, ao fim e ao cabo, não foram etiquetados como tendo sido algo de grave.
é quando se começa a ser um bom condutor e a ganhar mais experiência que, a estrada, com as suas curvas e contracurvas, deixa de ser tão assustadora... não é? é que é isso que me parece.
estou a começar a habituar-me ao stress. até diria que estamos a ficar amigos! olha que esta. love happens.
não que lide sempre bem com ele... ohhh, não. temos muitas discussões.
mas acho que entendi que as discussões fazem parte e até são necessárias para assentar muitaaaa coisa!
não fosse o stress, nunca poderia adaptar-me. evoluir. melhorar.
quase que podia gritar três vivas e hip hip urras ao stress!
mas vou antes celebrar o facto de ter atingindo uma meta pessoal muito importante: deixei de ter medo do futuro; de nem sempre poder vir a ser capaz de lidar com as demandas de uma vida tipicamente adulta. ou mais matura, pronto.
vivia apavorada com isto, com a possibilidade de não vir a conseguir encarar e lidar com a realidade no seu modo mais puro e cru. talvez porque conetava esse modo puro e cru a uma dimensão maioritariamente negativa. contudo, apercebi-me que o facto de o mundo dos adultos ser, aos olhos da criançada e malta jovem, um mundo mais exigente, não quer dizer que seja preferível "nem o viver"!
chamem-se os bois pelos nomes: os obstáculos e os patamares elevados a que nos pedem para subir, esses que são de pensar chiça, querem que eu consiga isto? que sofra ao gastar aqui o meu sangue e suor?, são, em boa verdade, os estímulos perfeitos para sermos humanos ainda mais completos, complexos, intensos e... bom, humanos!
assim... assim comecei a aceitar esta passagem para a vida adulta, enquanto uma Maria progressivamente mais individualizada, com muito mais pacificidade e naturalidade do que alguma vez sonharia.
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