"de onde vem o rancor? de onde vem a raiva? de onde vem tudo aquilo que, todos os dias, faz do mundo um local pior para viver? talvez a solução seja fazer de conta que não existe - fazer de conta que não há, algures, a esta hora, neste exacto momento, alguém a desejar mal a outro alguém. e, pior ainda, alguém a fazer mesmo mal a outro alguém. mas há. a esta hora, neste exacto momento, há alguém a desejar mal a outro alguém, alguém a fazer mal a outro alguém. e é essa a melhor das soluções: saber (e não esconder) que há, sentir (e não esconder) que há. e fazer o que está na nossa mão para que aqui, onde tu estás e onde está quem tu amas, não haja, neste exacto momento, alguém a desejar mal ou a fazer mal a outro alguém. podes tudo quando tudo está nas tuas mãos. e o que está aqui, onde tu estás, está nas tuas mãos. agarra-o, acarinha-o, dá-lhe tudo o que lhe podes dar. não penses que poderias estar noutro lado qualquer, a fazer outra coisa qualquer. pensa, isso sim, que estás aqui, neste abençoado aqui, e que deves alimentar com tudo o que tens este momento, este espaço, este intervalo de tempo em que está tudo o que te interessa. és tudo o que te interessa, és a vida que te interessa - porque é a única, até prova em contrário, que tu vives. e é tão simples: a vida é bela, sim. desde que tu sejas belo."
- Pedro Chagas Freitas
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