estendeste a mão à minha frente. nela, tinhas poisada uma folha de outono. apenas poisada. não a agarravas. não a prendias por entre dedos e palma da mão, limitavas-te a sustê-la. e, assim mesmo, com a mão estendida, olhaste-me defronte como costumas fazer quando tens algo de realmente importante a dizer, com os olhos bem abertos e atentos. disseste-me "estás a ver esta folha? e o teu passado, estás a ver o teu passado? tal como à folha, deixa-o estar. deixa-o estar assim como está, sem amarras. dá-lhe a liberdade de ir ou de ficar como quiser. o que ficar, é o que importa. aprecia-o."
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